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Poema a Ti
Quero te
amar
Com a
ternura
mansa da
esperança
adolescente.
Com a
simplicidade
das flores
Que nascem
e morrem
Sem nunca
serem
vistas.
Com o
mesmo
ímpeto
imprevisível
Dos
pássaros
que tombam
Após
descreverem
no espaço
o círculo
da morte.
Com a
fúria da
sede
ardente do
solo
Ao receber
as
primeiras
gotas das
chuvas de
verão.
Com a
fartura
dos ventos
Que
transportam
pelas
madrugadas
O
dulcíssimo
odor das
raízes e
resinas.
Quero te
amar
Com a
inquietação
cantante
dos rios
Acariciando
levemente
a fímbria
das
margens.
Com a
alegria
surda e
pura das
nascentes
Abrindo
caminho
para o sol
Entre
húmus e
gravetos.
Quero te
amar
Com o
mesmo
orgulho da
árvore
Ostentando
o primeiro
fruto.
Com todo o
êxtase e
vertigem
Da alma
caída de
amor
Com a
tenebrosa
força do
estático
silêncio
Dos
grandes
momentos
Que
precedem
os
acontecimentos
definitivos.
Quero te
amar e te
amarei
Com a
mesma
grandiosidade
espetacular
da vida
E a mesma
intensidade
atraente
Dos
abismos da
morte.
Autor
Desconhecido

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